Há tempos circula uma notícia na internet que Tiradentes não morreu, a primeira vez que tive contato com esta informação foi através de um e-mail que recebi, pois bem, fui atrás de confirmações, e depois de muita busca, não descobri nada. As fontes são muito fracas para embasar algo confiante, os resultados que obtive são estes.
Essa história surgiu de uma matéria publicada na Folha de S. Paulo. Inicialmente tive problemas em encontrar esta matéria, afinal os textos na internet sobre “Tiradentes vivo”, mencionam uma matéria na Folha de S. Paulo de 21 de abril de 1998, só que realizei uma pesquisa no banco de dados da Folha e não encontrei, foi quando tive a brilhante ideia de procurar um ano depois, em 1999, e lá estava, ou seja, muitos sites replicam a história, mas não se dão ao trabalho nem de confirmar.
Pronto, havia encontrado a matéria, e realmente o Historiador Marcos Antonio Correa afirmava que Tiradentes não morreu enforcado, de acordo com Correa, ele havia trocado de lugar com um carpinteiro, Isidro de Gouveia que morreu em seu lugar. Correa alega que Tiradentes havia sido beneficiado pelos juízes da Devassa (Acórdão instalada pela Coroa para apurar os fatos ligados à Inconfidência Mineira), o poeta Cruz e Silva a qual Tiradentes havia salvado a vida, foi o responsável por tirar ele do enforcamento, após isso Tiradentes foi para Portugal onde ficou escondido. Correa também cita uma carta do Desembargador Simão Sardinha na cidade de Lisboa, que mencionava haver se encontrado com alguém semelhante a Tiradentes e que o mesmo saiu correndo ao vê-lo.
Correa apresenta argumentos um tanto quanto convincentes, o problema é que não há provas substanciais, e tão pouco documentos que comprovem, ele se baseia na análise de uma assinatura de Antonio Xavier da Silva que ele encontrou em uma de suas pesquisas, Correa afirma ser idêntica a de Joaquim da Silva Xavier, interessante troca de nomes, perceberam?
Portanto não há como provar nada, confesso que esta teoria é muito interessante, porém suas evidências não chegam a entusiasmar tanto, o pior ainda é quando tentamos procurar algo na internet, eu não encontrei nada sobre o Historiador Marcos Antonio Correa além do artigo da Folha, fora o problema que mencionei anteriormente quanto a data do artigo. Alguns autores também escreveram o nome desse historiador como Marcos Ribeiro Correia, o que fica mais difícil. O mais confiável é o artigo mesmo (e único, porque na internet são apenas reproduções do artigo), e que coloquei ao final para vocês tirarem as suas conclusões, qualquer informação nova a respeito desta história vocês poderão acompanhar aqui no Artigos da História.
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